Jorge Viana lamenta aprovação da reforma trabalhista

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Senador denunciou retrocesso imposto pelo trabalho intermitente, proposto pelo governo na proposta que recebeu 50 votos favoráveis


O senador Jorge Viana criticou duramente, na noite desta terça-feira, 11 de julho, a aprovação do projeto de reforma trabalhista, que altera mais de 200 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “O Brasil precisa de uma reforma trabalhista, mirando o futuro para os nossos jovens, garantindo a competitividade. Mas não é isso que estamos fazendo”, lamentou. 


“Estamos retomando a exploração do trabalhador, num retrocesso amplo, porque estamos voltando para os tempos de antes da CLT”, criticou. “O Senado Federal está cometendo um ato que nos tira dessa história bonita de 74 anos da legislação trabalhista. O Senado ficou do lado errado da história”. Senadoras da oposição chegaram a bloquear a votação do projeto durante mais de sete horas, durante a tarde desta terça-feira, ocupando a Mesa e impedindo a votação do projeto. A discussão sobre a proposta foi retomada no início da noite e aprovada.   


Viana criticou o fato de o Senado ter votado o projeto que altera a legislação trabalhista sem que pudesse mudar qualquer dispositivo do texto já aprovado pela Câmara. “Se a proposta é nossa, por que não podemos fazer uma mínima alteração?”, questionou. “Estamos nos omitindo diante de uma legislação fundamental. Talvez fosse melhor que estivéssemos votando aqui o projeto de diretas já, para antecipar as eleições e conseguir tirar o país da crise”. 


O senador argumentou que para encarar o futuro que se descortina e abrir espaço para uma nova economia do século 21, seria necessário votar o marco das comunicações e outras propostas e não enterrar a proteção dos trabalhadores estabelecida pela legislação trabalhista. “Muitas profissões vão desaparecer e nós nem discutimos nada disso”, disse. Viana lembrou que 60% das crianças que estão hoje na escola vão trabalhar em profissões que não existem ainda.


“Tenho honra de ser senador e estar aqui representando o meu Estado. Estou triste de estar na tribuna e na hora que temos o pior governo da história do país, o governo mais impopular de todos os tempos, que virou sinônimo de negociatas da pior qualidade, que divide o país, o Senado resolve assumir um papel, do lado errado da história e se omitir”, denunciou.

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