Geraldo Mesquita

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Geraldo Gurgel de Mesquita nasceu na cidade de Feijó, em 07 de janeiro de 1919. Filho de José Henrique de Mesquita e Maria Gurgel de Mesquita foi completar seus estudos em Manaus e Fortaleza. Ao voltar para o Acre se tornou professor no Colégio Acreano na cadeira de história geral e do Brasil. Depois, em 1941, ingressou no serviço público como estatístico-auxiliar do Território Federal do Acre.

Durante o governo do Major José Guiomard dos Santos (1946-1950) foi Diretor da Escola Normal Lourenço Filho. Logo em seguida, no governo de Paulo Torres, dirigiu o departamento de Educação e Cultura. Foi também jornalista, dono de jornal e diretor do Departamento de Imprensa e Radiodifusão do Território. Participando cada vez mais intensamente da vida política acreana.

Ocupou, então, os cargos de Prefeito de Rio Branco, Secretário Geral do Território e Governador em exercício do Território Federal do Acre. Por ocasião do ressurgimento do movimento autonomista acreano se tornou Presidente do Comitê Pró-autonomia do Acre e com a criação do Estado do Acre foi eleito, em 1963, como Deputado Federal pelo PSD. Já em 1971 tornava-se Senador da Republica pelo Acre.


Mas foi durante os turbulentos anos setenta que Geraldo Mesquita cumpriu sua principal função: governar o Estado do Acre. Nesta época o governo de Vanderlei Dantas (1970-1974) havia estabelecido uma nova política desenvolvimentista para o Acre que atraiu fazendeiros e especuladores de terras do sul do país através do oferecimento de terras a baixo preço. O que provocou uma grave crise social, disseminando conflitos e mortes no campo e provocando forte êxodo rural para as principais cidades da região. Ao assumir o governo Geraldo Mesquita reverte essa política oficial e procura restabelecer a ordem em um Acre convulsionado, buscando a revalorização da cultura e da sociedade acreana.