Armando Nogueira

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Em 1927, período em que o Acre vivia uma profunda crise provocada pela “debacle” da borracha, nascia em Xapuri um dos mais geniais acreanos que o Brasil já conheceu: Armando Nogueira.

Com apenas 17 anos foi para o Rio de Janeiro estudar e se formar na Faculdade de Direito. Já em 1950, começou sua carreira de jornalista no Diário Carioca onde foi repórter, redator e colunista. Mais tarde trabalhou na Revista Manchete, como redator-principal, na gestão de Otto Lara Resende. Em O Cruzeiro, foi repórter fotográfico de 1957 a 59 quando entrou para o "Jornal do Brasil", onde também foi redator e colunista. Neste jornal, de 1961 a 1973, assinou a inesquecível coluna diária "Na Grande Área", até porque já vinha fazendo a cobertura de todas as Copas do Mundo a partir de 1954.

No telejornalismo começou em 1959, na antiga TV-Rio, canal 13. Entre 1966 a 1990 foi diretor da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, onde dirigia também a Divisão de Esportes, sendo considerado um dos criadores do Jornal Nacional.

Armando inaugurou uma nova abordagem do futebol brasileiro, graças a um estilo em que a qualidade literária não inibia a empatia com o leitor. Se tornou assim autor de dez livros, todos sobre esporte: Drama e Glória dos Bicampeões (em parceria com Araújo Neto); Na Grande Área; Bola na Rede; O Homem e a Bola; Bola de Cristal; O Vôo das Gazelas; A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar (em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert), O Canto dos Meus Amores; A Chama que não se Apaga, e o mais recente A Ginga e o Jogo.

Além disso suas crônicas  foram incluídas  em antologias dos melhores cronistas brasileiros e alguns de seus  livros são adotados nos cursos de Língua Portuguesa e de Literatura  do segundo grau e no circuito universitário brasileiro. E mesmo tendo alcançado absoluto sucesso em sua carreira, nunca deixou de se autodenominar “Marques de Xapuri”, como forma de lembrar e honrar o fato de ser acreano.