Rodrigo de Carvalho

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Este carioca se envolveu com a “Questão do Acre” desde seus primeiros momentos. Participou ativamente do Governo de Luiz Galvez que se refere a ele sem deixar claro se na época era proprietário, gerente de seringal, ou ainda comerciante no seringal Amélia. Logo ganhou destaque na realização de embaixadas fora do Acre, a favor da Revolução e do Estado Independente do Acre. Em janeiro de 1900, ao final da Republica acreana, Rodrigo de Carvalho seguiu em comissão para o Rio de Janeiro para “expor os verdadeiros motivos da Revolução”.

A seguir ele já surge como um dos principais articuladores do movimento que culminou com a Expedição dos Poetas. Em novembro de 1900 se encontra no Pará realizando meetings políticos no Theatro Politheama para induzir a uma nova revolução no Acre. Mas logo foi chamado às pressas do Pará para se reunir aos expedicionários de Manaus conferindo-lhes legitimidade e cumplicidade com os acreanos que lutavam há mais de um ano. Entretanto, o fato do governador do Amazonas Silvério Néry ter fornecido todo apoio material de que necessitavam os novos revolucionários a Expedição Floriano Peixoto não impediu esta terminasse num retumbante fracasso militar.

Depois da tragédia da Expedição dos Poetas, Rodrigo de Carvalho se manteve como interlocutor dos acreanos com o Governo do Amazonas. Foi por isso nomeado Director da Mesa de Rendas do Estado do Amazonas em Caquetá (ultimo ponto brasileiro antes de Puerto Alonso). E nessa condição manteve a resistência junto com Joaquim Victor e outros seringalistas que integraram a Junta revolucionária durante todo o ano de 1901 e parte de 1902, quando fizeram o convite a Plácido para comandar um novo movimento revolução.

Finda a guerra comandada por Plácido de Castro, este nomeia Rodrigo como Ministro da Fazenda do Estado Independente do Acre já que ele “tinha grande pratica de assumptos aduaneiros”. Comprovando que continuava tendo influencia e poder político entre os “acreanos históricos”.

Depois da Criação do Território Federal do Acre, em 1904, Rodrigo e Plácido se tornaram inimigos políticos. Muito provavelmente Rodrigo de Carvalho era um homem determinado, urbano e loquaz, mas pouco afeito às coisas dos seringais e da guerra num período em que a história acreana foi escrita exatamente nestes cenários.