Gentil Norberto

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Gentil Tristão Norberto era gaúcho como Plácido de Castro. O irmão deste ultimo, Genesco, até se refere a ele como amigo de infância de Plácido. Como era engenheiro é possível que também tivesse sido militar.

Entra na história do Acre no ano de 1900, depois da partida do Galvez e antes da Expedição dos Poetas. Sua participação nestes movimentos sempre foi pouco clara. Tinha dificuldades de aceitar o comando de outros, ambicionava liderar e não poupava esforços para conseguir isso. Sendo capaz de executar, em diversos momentos da Revolução uma guerra de guerrilhas por conta própria, sem muita articulação com outros seringalistas.

Com o principio da Guerra comandada por Plácido de Castro não se juntou imediatamente ao exército acreano, segundo o próprio Plácido: “o Dr. Gentil ainda estava em dissidência, ...fazendo negócios com a Revolução; operando entre Bom Destino e Ca quetá”. E só às vésperas do combate final de Porto Acre, em janeiro de 1903, Plácido viu surpreso se apresentar “o Dr. Gentil Norberto, dizendo querer entrar em combate, disposto a cumprir todas as ordens que eu lhe desse.”

Mas, no ato de dissolução do exército acreano, Plácido de Castro promoveu o Ten. Cel. Gentil Norberto ao posto de Coronel do exército revolucionário acreano. Alguns anos depois, em meio às intrigas políticas que caracterizaram os primeiros anos do Território Federal do Acre se afasta da região. Em 1916, Gentil Norberto aparece como administrador da Clevelândia, no Amapá, um verdadeiro campo de concentração feito com trabalhadores brasileiros importados de diversos estados do Brasil.