Jorge Kalume

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Jorge Kalume nasceu em Belém do Pará, no dia 03 de dezembro de 1920, filho de Abib Mussa Kalume e Latif Zaine Kalume, ambos sírios-libaneses. Mas com um ano de idade veio com os pais para Xapuri. E foi a partir da Princesinha do Acre que se projetou como prefeito, líder do comércio local e dos seringalistas do Alto Acre.

Em 1962, depois de vitoriosa campanha pela elevação do Acre a Estado, o JK acreano elegeu-se deputado federal (1963-1966). Logo foi indicado Governador do Estado (1966-1971), quando construiu a primeira ponte sobre o rio Acre e trabalhou pela criação da Universidade Federal do Acre.

Eleito senador em 1978, pela Arena, posteriormente ganhou a Prefeitura de Rio Branco (1988). Entretanto, nunca se dedicou apenas à política, pois, tinha especial interesse pelas letras e pela história acreana. Tornou-se assim presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Acre, membro da Academia Acreana de Letras e autor de livros como “Borracha: Apogeu, Declínio e Nova Fase”, “Os Militares no Acre”, “Padre Felipe Gallerani”, “Francisco Mangabeira: Poeta, Médico e Herói”, “Templo Inesquecível”, “Relembranças” e, mais recentemente, o bem-humorado “Crônicas do Acre Antigo”. Com tudo isso Jorge Kalume conquistou na história acreana um lugar diferenciado. Todo ano, no dia 5 de novembro, se comemora no Brasil o dia da Cultura e da Ciência, graças à Lei Jorge Kalume, sancionada pelo Presidente Médici e por outro acreano, então ministro da Educação, Jarbas Passarinho. Uma data que foi escolhida para assinalar o nascimento de Rui Barbosa, que também esteve envolvido nas polemicas provocadas na republica brasileira, no início do século XX.