Barão do Rio Branco

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José Maria da Silva Paranhos Júnior era o nome do Barão do Rio Branco, nascido no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1845. Apesar de sua origem nobre e sua orientação monarquista, ganhou fama e projeção durante o período republicano atuando como um dos maiores diplomatas da história brasileira.

Inicialmente cultivou uma carreira dedicada às letras, mas logo se tornou promotor e deputado e, já em 1876, assumiu a função de Cônsul-geral em Liverpool. Em 1895 atuou na chamada “Questão de Palmas”, quando conseguiu garantir para o Brasil grande parte do território de Santa Catarina e do Paraná numa dura disputa com a Argentina.

Mais tarde, em 1900, passou a representar os interesses brasileiros na Alemanha. E foi neste mesmo ano que ele obteve uma nova grande vitória diplomática. Ao cuidar da questão de limites do Amapá, venceu a França, com a arbitragem do governo suiço e conseguiu estabelecer nossa fronteira norte no rio Oiapoque.


Com essas duas vitórias Rio Branco ganhou fama e prestígio. Assim a escolha do Barão para o cargo de Minsitro de Relações Exteriores pelo presidente Rodrigues Alves, em 1902 foi natural. Principalmente porque a opinião pública brasileira estava sendo sacudida pela complexa “Questão do Acre” tinha posto em xeque as fronteiras brasileias com a Bolívia e com o Peru na AmazÔnia Ocidental. O conflito havia chegado a tal ponto que uma verdadeira guerra estava em curso no Acre entre bolivianos, peruanos e brasileiros, além de existirem fortes e explícitos interesses de uma “chartered company” de capital norte-americano e ingles naquela região. Era a Revolução Acreana que estava em pleno curso.

Com extrema habilidade Rio Branco foi eliminando um a um os obstáculos que embaraçavam aquela questão. E com a definição de uma complexa solução que envolvia desde a permuta de territórios, passando pela indenização pecuniária da Bolivia e até o compromisso da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, o Barão conseguiu que, em 17 de novembro de 1903, se assinasse o Tratado de Petrópolis pondo fim ao conflito com a Bolivia e anexando o Acre ao Brasil.

Com a assinatura do Tratado do Rio de Janeiro, em 1909, com o Peru, Barão do Rio Branco consolidou a situação do Acre e praticamente concluiu as pendencias existentes em realção às fronteiras brasileiras. O prestígio que passou a desfrutar então era tal que chegou a ser cogitado para ocupar a Presidencia da Republica, no ano seguinte, do que ele declinou, permanecendo como Ministro das Relações Exteriores até sua morte em 1912.

O papel desmpenhado pelo Barão foi tão importante que ele é tratado até hoje como o mais importante diplomata de nossa história e Deus Terminus de nossas fronteiras. Além disso, a principal cidade acreana, capital do estado, em sua homenagem se chama “Rio Branco”.